quarta-feira, 7 de março de 2018

Todos perdem na guerra das hidrelétricas da amazônia

Na guerra pelas grandes usinas hidrelétricas na Amazônia, perdem todos, inclusive os vencedores, que conseguem construí-los, mas com atrasos, custos de limpeza e danos à sua imagem.

"A polarização empobrece o debate" sobre o aproveitamento e a conservação dos recursos naturais, afirma nesta entrevista, Pedro Bara, líder da Estratégia de Infraestrutura na Iniciativa Amazônia Viva do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

WWF destaca-se por buscar saídas negociadas para a disputa entre a lógica econômica e a natureza. No caso das hidrelétricas, propõe um diálogo para resolver conflitos entre os empreendedores, incluindo o governo, e uma variada oposição de afetados, movimentos sociais, indígenas e ambientalistas.

O objetivo é traçar uma estratégia para a Amazônia, ou, pelo menos, para bacias hidrográficas inteiras, superando a abordagem de projeto a projeto, sem parâmetros validados.

Para isso, o capítulo brasileiro do WWF desenvolveu uma ferramenta baseada em estudos científicos, que permite ter uma ideia do que é necessário preservar de águas e biodiversidade para manter vivo o sistema amazônico.


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