segunda-feira, 12 de março de 2018

A conta de água vai subir com a privatização dos serviços básicos no Brasil -

A população de três estado do Brasil – Rondônia, Pará e Rio de Janeiro – começarão a testar um novo modo de distribuição de água e tratamento de líquidos cloacais a partir de 2017. O governou não eleito Michel Temer anunciou nesta terça-feira (13) o objetivo de vender as empresas públicas desses estados, deixando o saneamento básico em mãos de empresas privadas. Essa medida pode encarecer os serviços naqueles locais onde mais se precisa.

Para quem mora no estado de São Paulo, por exemplo, a previsão é de que a conta de água distribuida pela Sabesp acabe aumentando no fim do mês para os consumidores, aumento que não se sabe por quanto tempo será necessário. Por isso na hora de acessar o  boleto sabesp (veja como retirar 2 via no link) é melhor confirmar os valores antes de pagar a conta de água.



Segundo o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto do mundo de 2014, realizado pelo Ministério das Cidades, 57,6 % da população brasileira não tem acesso ao serviço de esgoto. O estudo também revelou que o aumento dos investimentos do governo federal no que diz respeito a saneamento. Entre 2003 e 2006, a média de gastos foi de 1,5 milhões de reais. Entre 2007 e 2015, o valor subiu para 7 bilhões de reais, chegando ao pico de 12 mil milhões de euros em 2014.

Com este investimento, 53 milhões de pessoas passaram a ter acesso a saneamento, segundo a pesquisa. Portanto, a lógica do governo Temer é inversa, explica José Maria dos Santos, da Frente Nacional de Saneamento Básico. O governo não eleito Michel Temer pretende deixar que os assuntos "água e esgoto" sejam resolvidos entre os cidadãos de forma isolada e a empresa privada. Para 2017, o saneamento de dividir os recursos de 2 mil milhões com a pasta de mobilidade urbana.

As empresas só querem lucro


Então, as tarifas de água e esgoto podem aumentar? "Certamente", disse José Maria. "As empresas estatais atendem diversas cidades e propõe uma medida de preços, para um lugar mais precisou não paguem alusivamente", explicou. Com as empresas privadas, o preço deve variar de acordo com as condições do município, como a dificuldade de captar água e o poder aquisitivo da população.

No Rio de Janeiro, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEADE), será dividida em cinco empreendimento, ficando os processos de captação e tratamento de água nas mãos de estatais. Humberto Lemos, presidente do sindicato dos trabalhadores da empresa (Sintsama), explica que a produção é a parte menos lucrativa de toda a empresa.

Com a privatização das áreas que dão lucro, a empresa não vai conseguir sustentar e dar saldos negativos ao governo, ao contrário do que acontece hoje.

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